- Plano retroglandular (A): o implante é colocado atrás da glândula mamária. Permite um bom contorno, sem distorção muscular em doentes muito ativos. Em doentes magras, o implante colocado nesta posição pode ser palpável ou até visível, e as taxas de contratura capsular são mais elevadas.
- Plano retromuscular (B): nesta técnica cirúrgica, o implante é colocado atrás do músculo grande peitoral. Esta técnica permite taxas de contractura capsular mais baixas e uma boa cobertura do implante mamário. No entanto, poderá ocorrer “animação da prótese” com a contração do músculo e a mama não envelhece tão naturalmente, podendo ocorrer “deformidade em cascata” ou efeito “dupla mama”. Por estes motivos, esta técnica é quase sempre reservada para casos de reconstrução mamária após cancro da mama.
- Duplo plano ou “dual plane” (C): nesta técnica, o músculo grande peitoral é libertado inferiormente. O implante fica coberto superiormente pelo músculo e inferiormente pela glândula mamária. Esta técnica permite um contorno muito natural em mulheres magras, e taxas mais baixas de contractura capsular. O risco de “animação da prótese” ou “deformidade em cascata”/efeito “dupla mama”, também é reduzido, quando comparado com o plano retro muscular. No entanto, esta técnica só pode ser realizada com uma incisão no sulco ou, em alguns casos, por via peri-areol
ar.
A escolha adequada do plano para colocação do implante mamário varia de mulher para mulher e deverá ser feita pelo seu cirurgião plástico, após uma análise cuidadosa do seu caso e tendo em conta as vantagens e desvantagens de cada técnica cirúrgica.